Vermelho – A PEC 65, que amplia a entrega do Banco Central aos interesses privados, aprovada em 10.6.26 pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, traz de volta uma antiga tese neoliberal, a fórmula mágica de “menos Estado e mais mercado”. A Lei Complementar nº 179, de 24.2. 2021 instituiu a “autonomia” do BC, aprovada pelo governo de Jair Bolsonaro, período em que o Estado nacional sofreu um desmonte sem precedentes.
Hora do Povo – Os bancos reduziram a projeção para a inflação de 5,33% para 5,30% ao final de 2026, segundo o Boletim Focus do Banco Central (BC), divulgado nesta segunda-feira (6). No entanto, não deram um passo atrás em relação à taxa básica de juros. A mediana das estimativas para a Selic permaneceu em 14%, o que sustenta a pressão para que o BC encerre o ciclo de cortes iniciado em março. Hoje, a Selic está fixada em 14,25% ao ano.
Jornal GGN – Fernando Nogueira da Costa: em tese, a exploração de petróleo na chamada “Margem Equatorial” — especialmente na região próxima à foz do Amazonas — poderia contribuir para a constituição de um Fundo de Riqueza Soberana brasileiro semelhante ao da Noruega, o maior do mundo. Mas isso dependeria de escolhas institucionais, fiscais e geopolíticas muito específicas. Não é um resultado automático da descoberta de petróleo.
Globo – A ascensão de Elon Musk como o primeiro trilionário da História ilustra um movimento que, para o economista francês Gabriel Zucman, não tem nada de imprevisível ou inevitável. Em entrevista ao GLOBO por ocasião do lançamento da edição brasileira de “Os bilionários não pagam imposto de renda e nós vamos acabar com isso” pela Zahar, ele afirma que décadas de redução da tributação sobre o capital permitiram uma concentração inédita de riqueza – e, junto a isso, muito poder político.



