Manchetes do dia – 19.6.2026

GraboisO sistema financeiro a serviço do Brasil ou o Brasil a serviço do sistema financeiro? – As principais e mais marcantes declarações e práticas de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, refletem sua postura financista frente à autoridade monetária do Ministro da Fazenda, e do Presidente da República – eleito para cuidar da política monetária, usurpada pelo “mercado” com a imposição do Banco Central “autônomo”, e que caracterizam o uso constante de analogias por Galipolo para “explicar” suas atitudes e a defesa feroz do “mandato institucional” da autarquia. Vejamos algumas de suas frases de maior impacto por temas centrais:

Economistas pela Democracia –   O processo de privatização da economia brasileira tem início na sequência da transição democrática para superar o período da ditadura militar que se instalou no país depois do golpe de 1º de abril de 1964. Infelizmente, aquele que deveria ser um processo para abrir uma nova etapa de desenvolvimento social e econômico foi marcado por um grave retrocesso em termos de política econômica e de orientação de um novo projeto de Nação. Sob a hegemonia dos fundamentos do neoliberalismo e dos preceitos do chamado “Consenso de Washington”, a sociedade brasileira acabou por ser engolida por ideias e por políticas públicas voltadas ao atendimento dos interesses do capital financeiro internacional.

Jornal GGN – À luz das últimas revelações sobre o esquema Daniel Vorcaro, é importante uma distinção inicial. Não se trata de um banqueiro que, a partir de determinado momento, recorreu aos recursos do crime organizado. O esquema Vorcaro é a expressão mais acabada do crime organizado. Ganha expressão a partir da combinação de duas vertentes ligadas à lavagem de dinheiro: Igrejas e os esquemas de FIDCs e outros, flexibilizado por Roberto Campos Neto.

Vermelho – “Não podemos olhar apenas para nós mesmos. É preciso olhar para o mundo. Há muitas regiões com enorme potencial de crescimento no continente africano, na América Latina, na Ásia. O problema é político. A solução tem que estar nas nossas decisões”, afirmou Lula. O presidente ainda reforçou que é necessário ampliar investimentos, não apenas em políticas humanitárias, mas principalmente em desenvolvimento, infraestrutura, qualificação profissional, geração de empregos.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

Deixe um comentário