
O Observatório das Metrópoles faz uma análise do 17º Boletim Desigualdade nas Metrópoles, que mostra um crescimento da renda individual acompanhado do aumento das desigualdades nas regiões metropolitanas do Brasil.
A décima sétima edição do Boletim Desigualdade nas Metrópoles mostra que o rendimento médio alcançou o maior valor da série histórica em 2025, enquanto a concentração de renda voltou a crescer nas regiões metropolitanas brasileiras. De acordo com o estudo, a renda média domiciliar per capita chegou a R$ 2.766 por pessoa, consolidando a recuperação dos indicadores sociais e econômicos observada nos últimos anos.
Apesar desse avanço, o estudo aponta que a desigualdade de renda voltou a crescer. O coeficiente de Gini, principal indicador utilizado para medir a concentração de renda, atingiu 0,511 em 2025, revelando que os ganhos econômicos não foram distribuídos de forma homogênea entre os diferentes grupos sociais. O aumento da desigualdade também foi identificado pela razão entre os rendimentos dos 10% mais ricos e dos 40% mais pobres da população. Em 2025, os integrantes do topo da distribuição de renda receberam, em média, 16,1 vezes mais do que aqueles situados na base, reforçando a persistência das disparidades socioeconômicas nas metrópoles brasileiras.
Segundo André Salata, pesquisador do PUCRS Data Social e um dos coordenadores do Boletim, as principais regiões metropolitanas do país registraram aumento da renda e redução da pobreza, mas os ganhos foram distribuídos de forma desigual, resultando em um novo avanço da concentração de renda. “De toda forma, um índice de Gini acima de 0,5 ainda representa um nível de desigualdade muito alto”, afirma o também coordenador do estudo e pesquisador do Núcleo Rio de Janeiro do INCT Observatório das Metrópoles, Marcelo Ribeiro.
O estudo mostra também importante mas insuficiente redução da quantidade de pessoas em situação de pobreza extrema. Veja a análise completa:
