Trabalho para todas as pessoas: é possível?

O Instituto de Economia da Unicamp traz artigo de Pedro Henrique Evangelista Duarte, que tenta responder à questão-título revisitando Marx e Keynes. O autor avalia abordagens diversas sobre o desemprego estrutural, mas afirma que sob o capitalismo sua solução depende da política.

A resolução do desemprego em economias capitalistas, mesmo diante da possibilidade de sua não permanência no médio/longo prazo, prescinde de intervenções extra econômicas para mitigá-lo. Isto é, mesmo não se estabelecendo como um problema crônico, a tal ponto que altas taxas de desemprego ou situações muito complexas de instabilidade e vulnerabilidade das relações de trabalho fossem verificadas em determinadas sociedades por períodos muito extensos, sua resolução só seria possível mediante a interposição política.

No seu conjunto,  o estudo amplia a compreensão do desemprego para além de oscilações conjunturais, incorporando aspectos como instabilidade ocupacional, precarização e limites estruturais do crescimento e examina como transformações tecnológicas, reestruturação produtiva e escolhas de política econômica influenciam a dinâmica do emprego.

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Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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