Detalhado estudo de Fernando Nogueira da Costa procura tratar da evolução sistêmica e social do capitalismo brasileiro, bem como dos mecanismos de acumulação de capital no país entre 1930 e os dias atuais.
Síntese Geral
- Eixo estrutural: deslocamento do centro de gravidade do Estado (1930–1980) para o sistema financeiro (1980–2020) e, hoje, para um campo híbrido de disputa entre finanças, Estado e hegemonia simbólica.
- Eixo de classe: transição do proletariado industrial e burguesia nacional para elite rentista e trabalhadores precarizados ou financeirizados.
- Eixo da desigualdade: metamorfose de desigualdade fundiária para financeira e, depois, para simbólico-tecnológica.
- Eixo dos mecanismos: os instrumentos mantenedores da estrutura desigual mudam de forma (salário, crédito, mídia, algoritmos), mas preservam a lógica de hierarquia e dependência.
É evidente que a avaliação do professor sobre os dias atuais envolve premissas cujo cumprimento a ação pública depende das ações públicas em curso, mas fica claro que a dependência externa é hoje o fator divisório principal de classes no país e precisa ser superado para que o Brasil se encontre com o destino de grande Nação.

Um comentário em “Considerações sociais sobre o desenvolvimento capitalista no Brasil a partir da Revolução de 30”