
De acordo com Paulo Gala “a ata reconhece a moderação da atividade econômica, a queda da inflação e a melhora das expectativas, mas alerta que a ancoragem dessas expectativas ainda não está totalmente consolidada”.
O economista avalia que “não haverá cortes na Selic em 2025, sendo mais provável uma redução apenas a partir do segundo trimestre de 2026, caso se confirme o arrefecimento da demanda e da inflação de bens e serviços”.
Já o Especialista do Banco Central Paulo Feitosa destaca em seu Também Quero Dar Pitaco que o colegiado “formado pelo conjunto de diretores do Banco Central apenas divulga a taxa, determinada pelo mercado financeiro e seus agentes, com base na defesa de seus interesses”.
Segundo o professor, o mercado financeiro aponta a proximidade do “pleno emprego” como forma de melhorar a renda das pessoas e com isso pressionar os preços para cima. Um argumento “técnico” para causar pânico e incentivar os juros elevados, que favorecem a acumulação financeira dos setores rentistas e atrai o chamado “capital de motel”, que termina por encarecer o real e favorecer as importações que, se podem conter os preços, também prejudicam a indústria brasileira e o próprio emprego, que cabe ao Banco Central fomentar seu incremento.

Um comentário em “Ata do Copom indica juros altos por longo período”