Banco Central: novos tempos ou mais do mesmo?

A nova temporada de A Política Nua e Crua, apresentada por Amaury Monteiro Jr. no Canal Arte Agora, teve em sua estreia comentário sobre a sucessão presidencial no Banco Central do Brasil.

O ambiente já é velho conhecido: juros crescendo e aumentando a bolsa-banqueiro, dividendos extraordinários pagos com o nosso petróleo, vendido refinado ao público a preços internacionais, caminhando lado-a-lado com a contenção do salário mínimo e do benefício da prestação continuada, bem como com as restrições ao aumento do limite de isenção do imposto de renda para salários de até cinco mil reais, que abarcam a maioria dos trabalhadores brasileiros.

O apresentador não crê que os diretores do Banco Central tenham controle da inflação e do câmbio e, de certo modo, se rendem aos interesses dos rentistas. Não trabalham pelo povo brasileiro, por um país forte, desenvolvido e socialmente justo.

Amaury lembrou da limitação constitucional dos juros em 12%, patamar considerado tão elevado à época que podia até ser dispensado. O quanto disso poderia ser destinado à agricultura alimentar, indústria, ciência e tecnologia?

O ano começou com novo presidente à testa do BCB e um dispêndio de 165 bilhões de reais em juros. Se é motivo de orgulho ter superado o governo negacionista anterior, a carestia dos alimentos deixa hoje mais vazia a mesa dos brasileiros. A resposta do Copom tem sido elevar a taxa de juros básica, em vez de, por exemplo, estabelecer estoques reguladores de preço.

Monteiro lembra que o favorecimento do rentismo vem desde os tempos em que a ordem democrática foi restabelecida no Brasil. E clama pela recuperação da Nação, da auto-estima do brasileiro, pela reação à destruição do patrimônio público nacional.

Amaury Monteiro Jr. (amaury.monteiro@gmail.com) é engenheiro civil, mestre em administração e tutor da FGV em disciplinas relacionadas ao meio ambiente; preside o Conselho Deliberativo da Engenharia pela Democracia.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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