O Brasil vem sobrerremunerando o rentismo e pagando cada vez menos salários aos servidores públicos

Como já havia demonstrado o economista Paulo Gala em 2022, o setor público brasileiro tem produtividade alta e emprega relativamente pouco. Agora Paulo Lindsay, da Auditoria Cidadã, demonstra o crescente distanciamento entre as entregas públicas e os salários dos servidores federais.

Confiramos os conceitos, dados quantitativos e opiniões de Lidsay:

Cabe registrar que o conceito adotado pelo dirigente da ASSIBGE para a despesa com a dívida pública considera o pagamento do principal nessa categoria. Embora se restrinja ao juro contratado, os valores pagos de fato bloqueiam cerca da metade do orçamento federal. E somente a remuneração despendida custa hoje ao Brasil mais R$ 800 bilhões anuais, próximo a 8% do PIB, quase três vezes a despesa de pessoal da União, como mostra o gráfico do topo deste artigo, copiado da matéria publicada no Desacato.

Não obstante a suficiência de recursos monetários à disposição do Estado, este detém o poder de criar moeda para expandir os serviços públicos e remunerar conveniente os brasileiros que o prestam a toda a população, sem falar ainda dos investimentos na expansão do parque produtivo do país.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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