Baixada Santista – orçamento estadual 2025

Participe até 13.6.24

O processo orçamentário paulista é permeado por audiências públicas regionais virtuais, em que o cidadão pode participar da sala de sua escolha e, sem prejuízo dessa interação, pode também opinar em formulário eletrônico sobre quaisquer das rubricas constantes do objetivos estratégicos paulistas, fixados no Plano Plurianual 2024-2027, no âmbito do Estado todo, de uma região ou de um dos municípios de São Paulo.

A discussão sobre a Baixada Santista teve praça eletrônica em 28 de Maio e as audiências prosseguem até 13 de Junho, após o que o governo deve disponibilizar as apresentações e discussões e sistematizar as propostas coletadas.

De acordo com o censo de 2022, tinha uma população de 1,8 milhão de habitantes e cerca de 2.4 mil km². Praticamente desprovida de atividade agropecuária, a economia regional divide-se em três quartas partes de serviços e o restante de indústria.

Se, de um lado, os mais de 90 bilhões de reais produzidos em 2022 representam 3% do PIB estadual, a população é proporcionalmente menos produtiva que o resto da unidade federativa, pois per capita aporta 50 mil reais por ano, contra 70 mil reais médios do Estado.

No dizer das autoridades estaduais, são as seguintes as potencialidades e desafios econômicos para a Baixada Santista:

À parte das medidas sociais apresentadas pelo Fórum do Observatório das Metróles e seus parceiros regionais, apresentamos na audiência e no registro eletrônico de voto a seguinte proposta principal:

Estando a região metropolitana em torno do maior porto do Brasil, merece a criação de um polo industrial, ambientalmente sustentável, que agregue valor ao que vai ser exportado e também processe parte do que aqui chega antes de subir a serra. Nesse sentido, é preciso reforçar o caixa da Agência Metropolitana da Baixada Santista, a Agem, para realizar estudos nesse sentido e, a seguir, promover o desenvolvimento do setor produtivo da metrópole, contribuindo para a reindustrialização do Estado de São Paulo e do Brasil.

Além dela, tratamos da urgência de se estabelecer a ligação seca entre as ilhas de São Vicente e Santo Amaro – túnel Santos-Guarujá, projeto já apoiado pelo Governador do Estado e o Presidente da República – e a extensão do VLT em direção à Zona Noroeste santista, na área insular, e Bertioga, São Vicente e Praia Grande, na área continental. Especificamente para Santos, lembramos da atenção à maior favela de palafitas do Brasil, cuja solução foi desenhada há décadas, mas ganha renovada urgência face aos fenômenos climáticos que assolam o país e podem resultar na elevação das marés, prejudiciais também a outras áreas da orla marítima caiçara.

Há quatro anos, o projeto Uma só Santos era oferecido aos eleitores da cidade-pólo da metrópole, abordando inclusive sua interação com os vizinhos. A proximidade das novas eleições municipais recomenda revisitar as ideias, que poderão ser úteis para uma vida melhor na região, no Estado e no Brasil.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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