O retrocesso da indústria brasileira

O gráfico mostra que a indústria no Brasil cresceu no século passado mais que a do resto do mundo, especialmente entre os anos 1930 e 80 – a era Vargas – invertendo o sinal a partir de 2005.

Fernando Nogueira da Costa analisa o relato de Pedro Cafardo sobre o debate travado entre os acadêmicos gaúchos Marquetti e Fonseca e o empresário Paulo Areas, todos contribuindo para a avaliação das causas do retrocesso.

Sobre o suposto “elevado custo do trabalho no Brasil”:

Há uma década o custo do trabalho na China ultrapassou o do Brasil. A incapacidade brasileira de elevar a produtividade do trabalho não tem relação com o custo do trabalho. Se tivesse, as empresas investiriam em máquinas e não o fazem: a taxa de investimento foi de apenas 16,5% no país (M&F)

Aqui cabe acrescer que todos os anos os trabalhadores chineses têm aumento real de salário.

Sobre a concentração bancária, os debatedores estão de acordo:

Os juros elevados assolam os consumidores e grande parte das empresas não financeiras. A taxa referencial (Selic) também é alta e propicia ganhos elevados sem necessidade de produzir. O país atrai capital financeiro internacional de curto prazo, o que valoriza a taxa de câmbio e reduz a competitividade da indústria. A taxa de juros no neoliberalismo funciona como um poderoso mecanismo de transferência de renda do setor produtivo para o financeiro.

Há muito mais contraditório na matéria seguinte, a ser superado para a retomada da Nova Indústria Brasil:

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

2 comentários em “O retrocesso da indústria brasileira

  1. Outro fator que provavelmente influenciou o processo de desindustrialização do Brasil após o início dos anos 90 foi a abertura de mercado e fim do protecionismo, sem um devido planejamento. Saltou-se de um protecionismo total para uma globalização total, sem planejamento.

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