Contam uma antiga história de um cantor que distribuia equitativamente a féria das suas apresentações com o músico que o acompanhava: “um para mim, um para ti, um para eu”. É o que quer dizer dois dólares de dívida para cada dólar investido. Só que a dívida é meramente fictícia e serve para mudar a propriedade relativa do que já existia e do que foi construído no mundo. A financeirização é a etapa superior do desenvolvimento capitalista.

Gillian Tett é editora especial do Financial Times nos Estados Unidos. Publicou o artigo abaixo (Valor, 26/05/23).
Feche os olhos e tente visualizar US$ 160 trilhões. Pode parecer impossível. Esses zeros todos que quase ocupam uma linha – US$ 160.000.000.000.000 – deixam qualquer um tonto.
Mas agora devemos tentar de qualquer maneira porque um novo relatório sobre a situação do balanço patrimonial do mundo (ou seja, seus ativos e dívidas em relação ao crescimento) contém uma constatação surpreendente. Os analistas de números da consultoria McKinsey acreditam que desde 2000 o estoque mundial da riqueza em papel (o preço especulativo e não realizado de todos os ativos financeiros) saltou cerca de US$ 160 trilhões. Sim, isso mesmo.
Isso reflete em parte o crescimento econômico real. Mas decorre principalmente de um grande aumento da dívida global e da oferta de dinheiro por meio do afrouxamento quantitativo, particularmente em países como…
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Entre 2000 e 2023 houve um crescimento médio anual em torno de 7 trilhões. Us$ !!! Maior bem maior que o PIB brasileiro… está entre 10 e 12 trilhões . R$ … reais ! Triste muito triste realdade.
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