Correlação positiva entre consumo das famílias e PIB

O IBGE publicou os dados do PIB do 1º trimestre de 2023. O crescimento foi de 1,9% em relação ao do final de 2022. Quando comparado com o do começo de 2022, a alta de 4,0%. Esse foi o melhor resultado do 1º trimestre desde 2011. No acumulado em quatro trimestres, que é a medida oficial do PIB brasileiro, o crescimento foi de 3,3%. Esse aumento foi superior ao verificado no ultimo trimestre de 2022, que foi de 2,9%.

Pela ótica da produção, a agropecuária aumentou 6,0%, a indústria, 2,4% e os serviços, 3,9%. Para a indústria, todos os segmentos apresentaram crescimento: Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (9,4%), Construção (5,3%), Indústria da Transformação (0,6%) e Indústrias Extrativas (0,5%). Nos serviços o crescimento também foi disseminado em todas as atividades: Outras atividades de serviços (9,1%), Transporte, armazenagem e correio (7,5%), Informação e comunicação (5,7%), Atividades imobiliárias (2,8%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,8%), Comércio (1,8%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,7%).

Pela ótica da demanda, a Despesa de Consumo das Famílias cresceu 4,5%, a Despesa de Consumo do Governo, 0,9% e a Formação Bruta de Capital Fixo, 2,7%. No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços cresceram 5,2%, e as Importações de Bens e Serviços, de 4,2%. A taxa de investimentos no 1º trimestre foi de 17,7%, ainda muito baixa.

O resultado positivo do aumento do consumo das famílias está associado ao aumento da massa salarial. Os dados da PNAD-C relativos a abril, apontaram a menor taxa de desemprego para o mês desde 2015. Os 8,5% encontrados são menores do que os de abril de 2022, 10,5%. Nos últimos 12 meses, o aumento dos empregados com carteira assinada cresceu 1,6 milhão, e os sem carteira, bem menos, 250 mil. O quantitativo de trabalhadores que atuam por conta própria, uma boa expressão da informalidade, diminuiu 320 mil. O conjunto dos ocupados informais (empregados sem carteira e por conta própria sem CNPJ) diminuiu 700 mil. O total de pessoas desocupadas ou subocupadas (insuficiência de horas trabalhadas) diminui 3,8 milhões.

O rendimento médio real dos ocupados cresceu, nesses doze meses, 8%, passando de R$ 2.727 para R$ 2.946. Maior ocupação e maior rendimento do trabalho determinaram um crescimento de 10% acima da inflação na massa de rendimento do trabalho efetivamente recebido por todos os trabalhadores ocupados.

Quem trouxe as “boas notícias para um início de governo”, em 1.6.2023, foi o assessor da liderança do PCdoB na Câmara Flávio Tonelli Vaz.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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