“Nosso objetivo é descobrir aquilo que facilite a vida do ser humano”

Miguel Manso, em Engenharia pela Democracia

Entrou para a Eternidade o cientista autodidata, inventor e ambientalista brasileiro Galdino Santana de Limas.

O professor Galdino, como todos o chamavam, 71 anos, filho de Laguna em Santa Catarina, neto de índios daquela histórica cidade, dedicou 60 anos da sua vida aos estudos, pesquisas, descobertas científicas revolucionárias e invenções são um legado que marcará a Humanidade e o nosso planeta para os próximos milênios, faleceu vítima de um AVC no dia 21 de outubro de 2021.

Dedicou-se a pesquisa das bactérias, seus processo naturais, ciclos de vida e propriedades, hábitos e nutrientes, reações químicas e nucleares, tudo o que ocorre nesse microscópico nível da vida e da matéria. Fez descobertas revolucionárias na teoria e na tecnologia, modificou conceitos da tabela periódica, da equação do equilíbrio químico de massas, com resultados práticos e processos documentados pelos mais renomados institutos de certificação e universidades, inúmeras invenções revolucionárias e que estão em uso em centenas de cidades do Brasil e do Mundo, trabalhou experimentalmente sempre com o foco, como ele mesmo dizia em: “Nosso objetivo é descobrir aquilo que facilite a vida do ser humano.”

Seus Reatores Biológicos, principal resultado conhecido ate hoje de seus inventos, resolveram problemas ambientais estratégicos, como a despoluição dos aterros sanitários, de lagos e rios, tratamento de esgoto e purificação da água e mais recentemente sua maior e mais promissora invenção: o reator biológico para dessalinização da água Inúmeras invenções ainda estão por vir à luz do dia, como processos biodegradáveis para derramamento de óleos nos mares, tratamento e defensivos agrícolas que substituem os terríveis agrotóxicos, entre outros.

Deixemos Galdino [e Miguel Manso] nos contar em duas entrevistas um pouco de sua visão e descobertas, a primeira realizada pelo jornal O Engenheiro da FNE de outubro de 2012 em que apresenta seu trabalho nos reatores para tratamento de efluentes. (+5.898 palavras, EngD)

Nós fizemos uma patente, sim, até por segurança, para se proteger de outros países. Mas, para ser bem sincero, não levei muito a sério o fator financeiro. Levei mais a sério as dificuldades que enfrentava o povo brasileiro. Visitei também alguns outros países e observei a necessidade do povo carente de ter uma água potável de boa qualidade. Não para o rico, porque o rico já tem. Ele pode pagar caro, porque tem recursos para isso. Mas os pobres, para atingirem uma vida mais saudável, uma qualidade de vida melhor, precisam que alguém se interesse por eles, em fazer alguma coisa para eles. Mesmo que não tivesse feito um registro de patente, seria obrigado a evitar a exploração inadequada, que poderia ocorrer com o roubo da tecnologia. Mas, na realidade eu não pretendo levar isso para o túmulo. O que eu pretendo fazer é beneficiar uma boa camada da população. Já falei, e gosto de repetir, a gente vem ao mundo com a missão de deixar algo de importante para a Humanidade. Não é só passar por aqui, beber, comer, vestir e se divertir, e depois ir embora. A gente tem a obrigação de estudar, de pesquisar e de criar algo que venha a beneficiar a Humanidade. Nós não viemos aqui à toa. Nós viemos aqui para cumprir uma missão. E essa missão tem que ser cumprida com dedicação, com seriedade, com socialismo. Tem gente que só pensa no seu bem estar e não pensa nos outros. Não podemos ser assim, nós nascemos para pensar no bem estar de todos que convivem conosco aqui neste planeta. (Professor Galdino Santana de Limas)”

Miguel Manso é Engenheiro Eletrônico e de Telecomunicações pela USP em São Carlos e Unicamp

Toda a honra e toda a glória para Galdino, filho de Laguna, orgulho dos brasileiros.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

2 comentários em ““Nosso objetivo é descobrir aquilo que facilite a vida do ser humano”

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