Sistema bancário e desenvolvimento

Estivemos com Moyses Côrrea no Outrolhar, que vai ao ar nesta segunda, às 21 horas, na TV Comunitária do Rio de Janeiro. Mas você já pode conferir a íntegra da conversa aqui.

Abordamos sobre a ascensão e a decrepitude do neoliberalismo enquanto ordem econômica que submete o Brasil e seus vizinhos de continente e a acumulação financeira como negócio preferencial dos bancos no país, em detrimento da produção de bens e do emprego dos brasileiros.

Inevitável a comparação com o desenvolvimento recente da China, há quarenta anos uma economia menor que a do Brasil. Ilustrando a importância do Estado para alavancar o crescimento no interesse nacional, o gigante asiático tem dado mostras de como o domínio da tecnologia e dos meios de produção aproveita melhor as potencialidades de um povo estudioso e trabalhador.

Sobre o papel do sistema bancário e de seu organizador, o Banco Central, tratamos do poder normativo da autarquia em dirigir recursos da poupança popular ao financiamento de um plano de desenvolvimento equilibrado do país, em que as empresas estatais cumprem papel indispensável onde o particular brasileiro não alcança; e a sua capacidade de emissão monetária em apoio ao aumento da produção, mantendo o poder de compra da moeda em patamar mais elevado.

Por fim, apresentamos uma ideia incipiente ao debate nacional: se o Banco Central, que tem tido sucesso no cumprimento da meta de inflação designada pelo Conselho Monetário Nacional, tem agora também a obrigação de fomentar o pleno emprego, por que não fixar na Lei de Diretrizes Orçamentárias uma meta de ocupação da capacidade econômica do país? Os orçamentos fiscal e monetário elaborados sob comando da LDO apontariam para no sentido do emprego de todos e de tudo.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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