Propineiros e a gestão do patrimônio privado-estatal nacional: caso Braskem

Nos últimos dias, havíamos notado que o movimento internacional de capitais é desfavorável ao Brasil e que operadores e governantes procuram facilitar o desvio do patrimônio nacional à troca de uma comissão ou promessa de emprego.

Para essa duplamente abjeta finalidade, José Carlos Grubisich, ex-presidente da Braskem e réu confesso nas cortes estadunidenses, segundo informações do Uol, desviou USD 250 milhões para um fundo de propinas pagas pela maior empresa petroquímica brasileira.

Originária da consolidação de seis empresas dos grupos Odebrecht e Mariani, a Braskem tem hoje participação mais relevante da “multinacional brasileira” Novonor (novo nome da Odebrecht) que da Petrobras e é a maior produtora de resinas termoplásticas nas Américas e a maior produtora de polipropileno nos Estados Unidos. No entanto, parcelas importantes da empresa, especialmente as unidades de fora, caminham para mãos estrangeiras.

O senhor Grubisich já foi gestor de fundo de investimento em biotecnologia, ligado à não menos famosa J&F. Não é gente em quem votar para síndico do condomínio, menos ainda recomendável quando patrimônio público está em jogo.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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