Afinal, qual deve ser a prioridade para salvar 200 mil vidas no Brasil em 2021?

Em um ano de pandemia, desde fevereiro de 2020 os EUA perderam mais de meio milhão de vidas  e o Brasil 250 mil. 

Miguel Manso

Brasil, 21 de fevereiro – Total de pessoas que receberam ao menos uma dose: 5.853.753 (2,76% da população)

Em recente estudo realizado através de modelagem matemática computacional pesquisadores da UFJF concluíram:

“Para salvar 200 mil vidas em 2021 temos que conseguir vacinar cerca de 100 milhões de brasileiros até o final do mês de maio, início de junho”, segundo estudo da Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF – Rodrigo Weber.

Para o Brasil conter a pandemia em até um ano, a vacinação no país precisará chegar a 2 milhões de pessoas por dia, de acordo com os cálculos de um estudo publicado em fevereiro pelo Programa de Pós-Graduação em Modelagem Computacional da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) e Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação da UFSJ (Universidade Federal de São João Del-Rei).

No caso americano mais vidas se perderam do que as mortes que tiveram nas duas grandes guerras mundiais e em todas as demais que se meteram durante um século, perderam meio milhão de vidas em apenas um ano, pelo negacionismo e reacionarismo fascista de Trump e seus apoiadores.

Em SP as mortes saltaram de 312 mil em 2019 para 355 mil em 2020. 43 MIL MORTES na pandemia em SP no ano de 2020. Em janeiro de 2019 em São Paulo tivemos 27.865, em 2020 28.548 e em janeiro de 2021 32.512. Cinco mil mortes a mais em apenas um mês do inicio de 2021 se comparado com janeiro de 2019.

Com média de 185 mil imunizações por dia — considerando as 5.756.502 de doses aplicadas entre 18 de janeiro e 19 de fevereiro —, o Brasil precisaria aumentar 10,7 vezes a quantidade de pessoas vacinadas por dia para conter a pandemia em um ano.

200 mil vidas salvas

Mas caso a vacina chegue a 2 milhões de pessoas a cada dia, cerca de 191.110 vidas seriam salvas em um ano com uma vacina 50% eficaz.

Com um imunizante 90% eficiente, a quantidade de vidas preservadas chegaria a 226.473.

“Para salvar essas vidas temos que conseguir vacinar cerca de 100 milhões de brasileiros até o final do mês de maio, início de junho”, afirmou à UFJF Rodrigo Weber, um dos autores do documento.

“Quanto mais postergarmos essa data, mais vidas serão perdidas e menor será o impacto da vacina no número de óbitos ao longo do ano.”

Com as vacinas do Butantan e da FioCruz podemos obter este resultado se houver concentração e compromisso em salvar estas 200 mil vidas e tirar o Brasil da crise da Pandemia do Covid. É fundamental que a pressão sobre o governo federal para adquirir todas as doses da Sputnik V, fundamental que sejam adquiridas antecipadamente para que a empresa possa ter as garantias e os financiamentos necessários para alcançar em mais alguns meses mais 100 milhões de doses. O BNDES e o governo federal deveriam estar financiando e acelerando a expansão da nova unidade de produção do Butantan que pode ser inaugurada em poucos meses se houver a concentração necessária, ao invés de obrigar o Dr Dimas Covas a correr o chapéu entre empresários.

Muitos são os problemas, muitas as crises e assuntos, para tratar na política e na economia, mas nenhum deles tem a urgência e a gravidade e exige a concentração e a prioridade maior do que comprar, produzir, distribuir e vacinar aos milhões por dia os brasileiros contra o COVID e evitar mais 200 mil mortes em 2021. Sem contar que esse é o único caminho para voltarmos a produzir, trabalhar e estudar fora do terror da pandemia. O derrotismo e a dispersão são grandes adversários nesta luta em defesa da vida, de centenas de milhares de vidas. 2021 não precisa ser pior do que 2020, agora temos vacina e em 2020 não tínhamos.

O Brasil tem pressa, e quem tem fome mais ainda, de Vacina Já!!!

Miguel Manso é Engenheiro Eletrônico e de Telecomunicações pela USP em São Carlos e foi candidato a prefeito de São Paulo.

Grifos no original.

Informações extraídas dos links e das matérias:

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central e do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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