O presidente incapaz

Luis Carlos Paes de Castro

Bolsonaro, em 5.01.2021, na saída do Palácio da Alvorada: “Chefe, o Brasil está quebrado, chefe. Eu não consigo fazer nada…”

Capitão Durindana, “incompetente” personagem de Mort Walker que nunca chegou à Presidência da República

É o próprio presidente que se declara incompetente e incapaz de fazer qualquer coisa para melhorar o País.

Na realidade, não foi eleito para construir e sim para destruir e disseminar o ódio e a desunião.

Sei que é chover no molhado mas, de qualquer forma, encaminho aqui algumas sugestões para o capitão Bolsonaro melhorar o País:

A primeira e mais urgente de todas, já que reconheceu sua incapacidade, renuncie e leve junto o seu vice. Se desejar e for aceito por lá, pode viver seus últimos dias nos Estados Unidos, sua pátria amada. Não sentiremos sua falta.

Caso não concorde com a primeira opção, aqui vão outras sugestões:

  • Proponha uma Reforma Tributária que taxe as grandes fortunas, a distribuição de lucros e dividendos, eleve as alíquotas sobre os ganhos financeiro, as heranças milionárias, as rendas mais elevadas e reduza os impostos sobre a produção e o consumo;
  • Faça uma reforma profunda no Sistema Financeiro para que este funcione a serviço da economia nacional, financiando a produção e o consumo a juros baixos, como acontece na maior parte dos países do mundo;
  • Proponha a revogação da Emenda Constitucional 95, aquela do teto de gastos;
  • Faça investimentos pesados em infraestrutura, ferrovias, saneamento público, casas populares e assim por diante;
  • Institua um programa de renda mínima para os brasileiros mais pobres e os desempregados;
  • Invista mais no SUS e garanta, com urgência, vacina contra a Covid para todos os brasileiros e brasileiras;
  • Garanta recursos suficientes para a educação e para o desenvolvimento científico e tecnológico do País;
  • Combata a destruição ilegal de nossas florestas e a poluição criminosa de nosso meio ambiente;
  • Pare de atacar e perseguir a imprensa, os intelectuais, os artistas, os cientistas e seus adversários políticos e respeite a Constituição que jurou defender;
  • Adote uma política externa soberana, o oposto da subserviente aos Estados Unidos que tem sido adotada até o momento, defenda a paz e a solução dos conflitos pela via da negociação entre as partes, respeitando a autodeterminação de cada povo;
  • Por fim, pare de politizar, desgastar e desmoralizar as Forças Armadas, um País soberano precisa de Forças Armadas como instrumento do Estado Nacional, profissionais, com capacidade de dissuasão e não um partido político armado contra o povo e incapazes de defender a Pátria.

Creio que está bom para começar. Sim, aconselho, por último, a leitura de alguns livros de literatura, de história e sobre a experiência de construção das nações mais desenvolvidas. No caso do Brasil, vale a pena estudar a chamada Era Vargas e seu projeto de desenvolvimento nacional.

O cearense Luís Carlos Paes de Castro é engenheiro, Especialista aposentado do Banco Central e presidente do PCdoB no seu estado natal.

Dele, também publicamos O Direito à Inclusão Social das Pessoas com Deficiência.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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