Apontamentos de Che sobre um livro famoso

Sem perder a ternura jamais

Ontem a Hora do Povo republicou, por ocasião do 53º aniversário do desaparecimento físico de Ernesto Guevara de La Sena, suas notas apresentadas por Sergio Rubens de Araújo Torres, de quem recuperamos sábado último as histórias por ele contadas sobre a saga revolucionária brasileira, que culminou na Revolução de 30.

Muitas das opiniões do Che sobre as relações econômicas da URSS do início dos anos 1960 vieram a se confirmar anos mais tarde.

“Nos anos de 1965 e 1966, em sua estada na Tanzânia e Praga, antes de internar-se na Bolívia, Ernesto Che Guevara concluiu a primeira etapa de um estudo do Manual de Economia Política da Academia de Ciências da URSS, edição em espanhol de 1963.

Che marcou 225 parágrafos do texto em verde, vermelho e azul, redigindo breves comentários críticos sobre cada um deles – notas que pretendia aprofundar e desenvolver posteriormente.

O trabalho era parte do plano, que deixou também indicado, de produzir um livro que abordasse a economia política da transição socialista e do próprio socialismo por uma ótica diversa da apresentada pelo manual.

Nossa tese”, afirmou Che, “é que as mudanças produzidas pela Nova Política Econômica (NEP) calaram tão fundo na vida da URSS que tem marcado como um signo toda essa etapa… a superestrutura capitalista foi influenciando de forma cada vez mais marcada as relações de produção e os conflitos provocados pela hibridização que significou a NEP estão se resolvendo hoje a favor da superestrutura; se está regressando ao capitalismo”. (continua…)

Quando Che Guevara foi assassinado por esbirros cujo nome ninguém lembra, eu era um garoto de 7 anos de idade. A adolescência que me sobreveio foi ilustrada, como a milhões ao redor do globo, pelo exemplo humanitário do comandante sem fronteiras, resumiu:

Nossa principal característica é indignar-se com qualquer injustiça cometida contra qualquer um em qualquer lugar do mundo.

Já neste século tivemos a felicidade de trazer ao português falado no Brasil a obra de José Gomez Abad, primeiro chefe do serviço secreto revolucionário cubano, Como el Che burló a la CIA. A empreita sucedeu nossa visita à Ilha, mas não chegou às estantes brasileiras por decisão do editor local. Fica o nosso compromisso de comentar em breve o livro.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central e do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: