A bolsa ou a vida?

O Bem Estar do sítio de notícias G1 compilou dados da evolução da pandemia em diversos países, considerando os primeiros cinquenta dias, completados no Brasil em 15.4 último.

Nesta manhã, 17.4, os infectados já são 29 mil – a metade recuperada! -, com 1.952 doentes tendo ido a óbito.

Os cenários que se desenham, no entanto, não são nada animadores: o Brasil tem mais de quatro vezes a população espanhola, com uma fotografia semelhante nos cinquenta primeiros dias de evolução pandêmica. Após igual período ao que já vivemos por aqui, na terra catalã a infecção avançou sete vezes e a mortandade cresceu o dobro disso! Na vizinha França, a elevação de óbitos foi terrivelmente mais impressionante.

O que se ouviu na TV sobre a substituição ministerial foi um desmentido de si próprio do Chefe do Executivo, alegando que a situação é grave e os esforços de Mandetta até aqui sucumbiram à pequenez presidencial. Nas janelas, novo panelaço.

Salvar vidas é o que importa, evitar o colapso anunciado do sistema de saúde brasileiro é tarefa que o novo ministro precisa enfrentar, apesar de quem é e do chefe que tem. Sua declaração inaugural adula a “economia” e despreza a vida de quem precisa sair de casa porque a ajuda emergencial não chega à sua porta, especialmente dos mais velhos.

São Paulo é o Estado mais penalizado do país e suas cidades as que correm risco maior de figurar em triste destaque nas estatísticas.

O PCdoB paulista cumpre um importante papel em defesa do Brasil e dos brasileiros de São Paulo, apresentando sua chamada de união pela Vida e pela Democracia e um programa emergencial que merece ser estudado com carinho por todos que pretendem de fato superar a crise sanitária com mínimo de perdas possíveis.

A receita é simples: garantir o isolamento social, ajudar pessoas e empresas a conter o vírus e usar as reservas monetárias e morais para salvar vidas.

Escrevemos estas linhas em homenagem ao bom doutor Evaldo Estanislau, emérito infectologista de Santos que, ferido em combate no front, aprendeu sobre a doença, recuperou-se e imediatamente voltou ao hospital, para travar o bom combate e salvar mais vidas!

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central e do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

2 comentários em “A bolsa ou a vida?

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