Quo vadis-19

Quando um vírus atinge a bilionária marca nas menções da internet vem uma certeza: ele ficou bastante famoso! Doenças muitos mais letais como a SARS e a imuno-deficiência (AIDS) tiveram não mais que 5% das aparições do Covid-19, o popular coronavírus.

É evidente que é preciso conhecer, prevenir, de preferência eliminar e sempre tratar os doentes. Mas medidas como os cortes orçamentários no Ministério da Saúde e diminuição do número de servidores públicos, sua jornada e condições de trabalho em pesquisa e tratamento não colaboram para o que se espera de um governo cumpridor da lei.

O assunto está tão comentado como distorcido na mente de muitas pessoas. O visível pânico que, segundo o Dr. Anthony Wong, da USP, beira à paranoia e não contribui para uma vida saudável.

Se todos ficarem o tempo todo em isolamento, o que vamos comer? Ou só os caminhoneiros vão trabalhar?

As gripes (viroses) no Brasil são tão antigas quanto a colonização europeia nas Américas. Os primeiros vírus chegaram aqui de caravela.

As doenças contagiosas, transmissíveis diretamente pelo contato, pelo ar ou por um hospedeiro, são classificadas, além da letalidade em cada faixa etária, de acordo com a sua “transmissibilidade”. Por exemplo, o sarampo infecta dez vezes mais pessoas que o coronavírus e a catapora sete.

Logo no começo da vida fui uma das últimas vítimas de escarlatina no Brasil, uma doença infantil bastante pior que o sarampo e as gripes de temporada, e sobrevivi, da mesma forma que têm sido curadas todas as crianças do mundo que sofrem com a nova infecção.

É muito mais preocupante a volta de males declarados extintos do que o novo vírus, já mapeado e detectável em poucas horas de análise clínica – contribuições de dois cientistas brasileiros servidores públicos!

Se as manifestações de amanhã – de apreço ao poder familiciar do presidente – e de quarta feira, em defesa do serviço público e da educação, vão acontecer em praça pública, os próximos dias dirão.

Mas o que com certeza crescerá do mal que nos acomete é a solidariedade entre as pessoas e o fortalecimento do Estado nacional para ajudar e proteger quem mais precisa. Já a tripla queda do mercado de ações não deve arrancar muitos aplausos por aí.

Como dizem os médicos sem fronteira: “aguente firma, que a ajuda está chegando”.

*Agradeço as contribuições dos amigos Daro, Evaldo, Pereira, Pedro e da minha querida Edna, fundamentais para esta escrita.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central e do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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