
O professor Fernando Nogueira da Costa sistematiza a renda dos brasileiros em gráficos e explicações.
Riqueza Média por Adulto: Historicamente estimada na casa dos US$ 18.000 a US$ 24.000 (cerca de R$ 90.000 a R$ 120.000, a depender da taxa de câmbio acima de R$ 5/US$ ). Este número é puxado para cima porque o Brasil concentra uma grande quantidade de milionários em dólares (cerca de 386 mil pessoas em dados do banco UBS).
Riqueza Mediana por Adulto: Situa-se em patamares muito inferiores, estimada historicamente abaixo de US$ 4.000 a US$ 5.000 (aproximadamente R$ 20.000 a R$ 25.000). A queda recente da riqueza mediana em relatórios de inflação e câmbio demonstra o patrimônio do brasileiro “típico” encolheu ou estagnou nos últimos anos.
A desigualdade patrimonial, no Brasil, reflete a discrepância entre dados estruturais sobre o acúmulo de patrimônio no país:
Concentração no Topo: o 1% mais rico da população detém quase metade (48,9%) de toda a riqueza patrimonial do país.
Base da Pirâmide: cerca de 69% dos adultos brasileiros possuem um patrimônio total inferior a US$ 10 mil (cerca de R$ 50 mil), englobando imóveis, veículos e poupança de baixo valor. Os 50% mais pobres detêm apenas 0,4% da riqueza nacional total.
Coeficiente de Gini: O indicador de desigualdade de riqueza calculado pelo relatório Global Wealth Report posiciona o Brasil com uma pontuação de 0,81 (onde 1 significa desigualdade máxima), tornando-o o quarto país mais desigual do mundo em distribuição de bens.
Confira a análise do economista:

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