
Solon Saldanha, em seu Virtualidades, conta em crônica sobre a vida dos trabalhadores em uma sociedade monetária. Ele demonstra na prática que “trabalhar incessantemente […] não garante riqueza. Pode apenas assegurar exaustão”.
Trata-se de uma obviedade matemática: a pessoa que gasta menos do que ganha, PODE enriquecer; a pessoa que gasta mais do que ganha, VAI empobrecer. Não há como ser diferente. A primeira das possibilidades está na condicional porque a imensa maioria de nós tem salários que são baixos, não se podendo garantir o que foi posto. Mesmo assim, nesses casos ao menos fica assegurada uma vida com sobressaltos menores. A segunda das possibilidades está afirmada porque a cada 30 dias estaria sendo cavado um buraco mais fundo, sem perspectiva alguma que não seja o agravamento da situação.
Entre a propaganda massiva do gasto com supérfluos e a dificuladade geral com números e quantias, o autor navega pelo tema com maestria, mostrando que o tempo só passa e é esse que precisa ser aproveitado. Leia na íntegra.
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Um comentário em “Ganhar, gastar e poupar”