
Praticamente três quartos da riqueza brasileira está em forma de equivalente monetário, a terça parte disso em forma de dívida pública e privada. Isso explica a transferência expressiva da renda do conjunto da população para um cada vez menor grupo de muito ricos viventes no país ou fora dele. É o que mostra Fernando Nogueira da Costa.
O número de bilionários saltou quase 13,1%, atingindo o recorde de 3.302 no último ano, impulsionado por um crescimento substancial nos EUA e na Ásia, segundo o UBS Group AG. Eles aumentaram seus ativos totais em 25% no período de um ano encerrado em abril de 2026, superando o aumento geral da riqueza mundial.
O relatório mostrou que a riqueza pessoal global saltou 10,8% em 2025, a aceleração mais acentuada desde 2017, superando os ganhos de 4,6% em 2024 e 4,3% em 2023. Parte do aumento é explicada pela desvalorização relativa da moeda americana no ano passado. Surgiram quase um milhão de novos milionários durante o ano, com crescimento em todos os mercados monitorados pelo UBS.
Apesar do que o UBS descreveu como uma “melhoria generalizada nos padrões de vida”, impulsionada pela valorização de ativos não financeiros como imóveis, os dados revelaram um aprofundamento da disparidade econômica, uma vez que a riqueza mediana caiu na maioria dos mercados globais.
O Brasil ganhou 9.215 milionários em dólar no ano passado, elevando para 386 mil o número de pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão no país, segundo o Global Wealth Report 2026, pesquisa anual do UBS. Com isso, ocupa a 19ª posição no ranking mundial de milionários. No entanto, segue entre os mercados com maior concentração de riqueza e está na quarta posição do ranking global de desigualdade patrimonial.
Há mais elementos sobre a riqueza e sua concentração no artigo seguinte, bem como explicações sobre os fenômenos próprios da fase terminal do capitalismo como relação de produção na Humanidade.

É uma tragédia!!!
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