O vício em apostas explodiu na Copa

📊 Antes da Copa, 11% dos brasileiros apostavam. Bastaram semanas de bombardeio publicitário para esse índice saltar para 34,8% da população: um em cada três brasileiros virou cliente das bets.

💸 O valor médio das apostas subiu de R$ 188 para R$ 272 durante a Copa e chegou a R$ 524 após um jogo da Seleção. As bets lucram quando a emoção vence a razão.

🍽️ Cada aposta tira dinheiro da mesa das famílias e do comércio local. É renda drenada do país, concentrada nas plataformas e, em grande parte, remetida a grupos econômicos no exterior.

📣 Quando atletas, clubes e influenciadores anunciam bets, não promovem apenas uma marca: ajudam a normalizar um produto que pode causar ludopatia, destruir finanças, desestruturar famílias e fragilizar a economia brasileira.

🚨 Os números são alarmantes: entre 10,9 milhões e 12,7 milhões de brasileiros já apresentam comportamento de risco relacionado às apostas (IEPS).

🏥 No SUS, os atendimentos em saúde mental ligados ao vício em apostas cresceram 140% em cinco anos (Ministério da Saúde), levando o governo a criar uma linha específica de cuidado na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

⛔ Mais de 574 mil brasileiros já pediram autoexclusão das plataformas. Entre eles, 41% afirmam ter perdido o controle sobre o jogo e sofrer impactos na saúde mental.

📉 As bets não geram riqueza: ampliam o endividamento, pressionam o SUS, agravam casos de ansiedade, depressão, tentativas de suicídio, violência doméstica e ruptura familiar, enquanto enfraquecem o comércio e concentram renda.

🟥 Se um negócio depende do vício para lucrar, destrói famílias e drena a riqueza do Brasil, não merece propaganda nem incentivo. Merece cartão vermelho. É hora de bloquear as bets no Brasil.

Conforme circula nas redes sociais, a partir de charge da Nyara.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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