As finanças são realmente parasitárias?

Em seu Economia e Complexidade, o professor Eleutério Prado procura ir além da resposta “sim” que imagina ser o conceito da maioria das pessoas, com o que concordamos.

Fenômeno próprio do desenvolvimento capitalista, a financeirização pode ser a fase última do hoje hegemônico modelo de relações de produção.

Ele assim conclui o estudo (grifos nossos), baseado também no debate indicado mais abaixo:

Em resumo, “os problemas que se apresentam agora” na história contemporâmea – dizem eles – “são problema do capitalismo; não se afiguram, portanto, como problemas criados pelas finanças num capitalismo que seria saudável de outra forma”.[9] Portanto, a própria tese de que a atividade de finanças se tornou excessiva a partir dos anos 1980 parece advir ainda da necessidade de justificar o capitalismo, mesmo que seja mitologicamente.

O contraditório entre estudiosos da economia.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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