Investimento público alavanca crescimento econômico, mas a política monetária o restringe

Um estudo do Banco Santander assinado pelos economistas Ítalo Franca, Henrique Danyi e Ana Julia Costa, trazido e comentado pelo professor da Unicamp Fernando Nogueira da Costa, destaca um comentário revelador das intenções últimas do contratante.

Assim, a busca por um superávit primário capaz de estabilizar a dívida pública de forma sustentável é essencial para criar espaço para uma atuação fiscal mais anticíclica, com menor impacto sobre o endividamento

Ou seja, procura garantias de o Estado pagar o juro anual trilionário.

Franca e seus colegas reconhecem o papel multiplicador dos gastos previdenciários e de transferência de renda, assim como o pagamento de precatórios, um ponto percentual acima do arcabouço fiscal, como multiplicadores da economia, prevendo que o consumo das famílias deve crescer 2,3% este ano. Mas o PIB ficará em 1,5%, claro sinal de arrefecimento da atividade econômica no Brasil.

Sempre clamando pelo reforço da sustentabilidade fiscal , Franca e seus colegas propõem avançar em reformas microeconômicas que ampliem a capacidade produtiva, “de modo a criar um ambiente mais favorável ao investimento produtivo e ao aumento do crescimento potencial”.

Para mais dados e análise, consulte Cidadania&Cultura:

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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