Instituições financeiras sob investigação. Câmbio.

A convite de Alexandre Santos, estivemos no Dia da Consciência Negra no canal Arte Agora para, ao lado do ex-Ministro e Deputado Federal Ricardo Berzoini, conversar sobre o papel supervisor do Banco Central ante determinadas operações cambiais.

Bancário de origem, Berzoni expôs com sapiência e detalhe o caso do termo firmado entre o Banco Central do Brasil e seu ex-presidente Roberto Campos Neto, relativo a operações de câmbio do Banco Santander que a Autarquia, ao lado da Receita Federal, realiza investigações que resultaram em processo administrativo sancionador contra instituições financeiras e seus dirigentes – Campos Neto foi diretor do banco espanhol até o início de 2019, quando assumiu a chefia da autoridade monetária.

As operações do Banco Master, também sob processo no BCB, ganharam destaque com a operação Colossus, e culminaram com a prisão de Vorcaro, em razão de operações ilíquidas realizadas com CDB captados a taxas acima do mercado, algumas delas com características de fraude financeira.

Após ter comprado bilhões em títulos do Master, o Banco Regional de Brasília tentou encampar a instituição sua devedora, mas foi barrado pelo Banco Central, mesmo com o governo do DF aprovando a liquidação.

A conversa envolveu também questões de politica monetária e os privilégios do rentismo com a sua execução, autonomia do Banco Central e sua função social, que deve combinar estabilidade dos preços com solidez e eficiência do sistema financeiro, fomento ao pleno emprego e suavização das flutuações da economia.

Concluímos com a pergunta do Auditor do BC Rodrigo Monteiro em seu artigo no Portal Jota:

Será que a operação levada a cabo contra o Banco Master teria curso em uma instituição de direito privado?

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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