No Boa Noite 247. Sara Goes entrevistou o engenheiro Miguel Manso, Diretor de Políticas Públicas da Engenharia pela Democracia, para esclarecer a audiência sobre as possibilidades de o Brasil com Lula se desenvolver.
Com uma vida dedicada à luta contra o entreguismo e à dependência do Brasil ao imperialismo, Miguel Manso é um dirigente político profundamente ligado ao tema do desenvolvimento nacional e ao papel estratégico da engenharia como motor da soberania
O engenheiro apresentou-se otimista em relação às eleições do ano que vem, que podem fornecer ao Brasil um cenário mais favorável ao trabalho de construção nacional independente, em emio a um mundo recessivo, com o capitalismo global em crise. “Um Brasil sem fome, com saúde gratuita, é possível e também necessário”, frisou. Mudar o Congresso Nacional também é fundamental para enfrentar o desumano tratamento tributário que recebe a quase totalidade do povo brasileiro.
A Engenharia pela Democracia nasceu com a chegada da direita ao poder no mundo, explicou Miguel, para reunir lideranças, sindicalistas e empresários deste Brasil que tem tradição no ramo, de Santos Dumont à Embraer, da energia às telecomunicações e muito mais. Aguardando a convocação da 1ª Conferência Nacional de Engenharia, desde já políticas públicas para realizar o potencial do país com elevado padrão tecnológico são bem vindas.

Como superar os obstáculos internos para construir o Brasil possível e necessário? Primeiro é preciso ter consciência da centenária disputa pelo país, no qual setores imperialistas internacionais querem sugar as riquezas e impedir o desenvolvimento.
Não é culpa central do empresário preferir a vida fácil do rentismo à produção, em uma economia que teve os juros anuais limitados a 12% pela Constituição cidadã, mas o neoliberalismo imperante liberou geral e hoje o BC destina a maior parte dos impostos como renda financeira a não mais de 30 mil famílias no mundo.
Nessa situação conflituosa, Miguel conclamou à unidade nacional de amplos setores, inclusive os Poderes públicos, comprometidos em formar a nossa gente para aportar sua plena capacidade ao um novo projeto nacional de desenvolvimento.
Perguntado sobre a Inteligência Artificial e outras tecnologias digitais, o entrevistado lembrou serem elas ferramentas, dependem de quem usa e como são aplicadas para melhorar a vida das pessoas, é preciso que o Brasil domine a tecnologia e o conhecimento para não voltar a ser colônia de ninguém.
Convidado pela jornalista à Semana de Soberania, dias 7 e 8 de Julho, Manso concluiu:
Sem engenharia não há desenvolvimento – são mais de 200 especialdades para transformar a ciência e o conhecimento em indústria, processos produtivos e política de Estado


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