Hora do Povo – Em recente entrevista à Folha de S. Paulo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se apresentou como o mais ferrenho defensor da aplicação do receituário neoliberal na economia brasileira. Admitiu a necessidade de um teto de gastos, advogou pela manutenção do arrocho fiscal, defendeu cortes nos gastos sociais e nos investimentos públicos e justificou a manutenção de juros em níveis proibitivos para o investimento produtivo.
Fenafisco – O boletim Focus mostrou que a projeção mediana dos economistas para a taxa básica de juros ao término de 2024 se manteve estável em 11,75% ao ano. Para 2025, a estimativa dos agentes para a Selic subiu para 11,25%. Nesse cálculo pesariam a desconfiança com a política fiscal do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a incerteza sobre a eleição presidencial dos Estados Unidos e a própria transição de comando do Banco Central.
Vermelho – De acordo com o ministro, é preciso que a Lei seja revisitada, uma vez que empregadores e funcionários têm utilizado o artifício para pagar menos tributos, sem observar que a falta de seguridade social acarreta prejuízos futuros. Muitos trabalhadores são coagidos a se tornarem “pessoas jurídicas”, PJs (daí deriva o termo pejotização), sob o risco de perderem o emprego que já possuem, ou mesmo perderem uma oportunidade de emprego, uma vez que as vagas já são oferecidas neste modelo.
Jornal GGN – Luis Nassif: os vencedores do Prêmio Nobel de Economia de 2024 foram Daron Acemoglu, Simon Johnson e James A. Robinson. Um dos temas que exploram é a maneira como os bancos passaram a dominar a opinião pública, mesmo após o desastre de 2008. Na ocasião, conseguiram desenvolver um discurso que levou o FED a salvá-los – em vez de abrir processos criminais contra os responsáveis pelos golpes – e a deixar os clientes se afogando.





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