
Fernando Nogueira da Costa, em seu Cidadania e Cultura, prossegue os estudos sobre a história contemporânea contada sob a ótica econômica, tratando agora da “evolução sistêmica” do capitalismo ao socialismo.
O professor da Unicamp já havia abordado a consolidação do regime hoje hegemônico no planeta, mostrando a conformação das nações e seus estados republicanos e de outros carateres.
Acredita Nogueira da Costa que a superação das limitações capitalistas será produto de um longo processo, sem rupturas bruscas e imediatas, como ocorreu na sucessão do modo de produção feudal. Mesmo reconhecendo as revoluções russa e chinesa como eventos relevantes de troca de modelo, apresenta, em tempos de evolução tecnológica e inteligência artificial que abrem novas possibilidades, processos evolutivos como os dos países nórdicos de bem-estar social, que dispensariam as armas para se aproximar de um modelo socialista.
A coexistência pacífica e a resolução negociada de conflitos inerentes à propriedade privada dos meios de produção e a concentração de riqueza é desejável à humanidade. Mas nestes tempos da etapa financeira do capitalismo a reação à mudança de paradigma, como observa o próprio autor do estudo, talvez não permita convencer o cada vez mais reduzido e bem armado setor dominante nas relações capitalistas.

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