Uma outra Baixada Santista é possível

O Observatório das Metrópoles – núcleo Baixada Santista -, grupos de estudo da Unifesp e mais de duas dezenas de outras entidades reuniram-se em Fórum para ultimar uma carta de demandas que condense o desejo e os caminhos da melhoria da vida na região paulista.

O objetivo do documento é municiar as Administrações e Câmaras municipais de ferramentas para o bem-viver no litoral caiçara, buscando o compromisso dos postulantes às poisções de mando nas eleições deste ano.

Os avanços em pauta envolvem temas como desenvolvimento urbano, habitação, saúde, saneamento, segurança pública, cultura, educação e outros ligados à redução das desigualdades verificadas pelo Fórum na região. Para que as medidas sejam aplicadas no interesse social, faz-se necessária a transparência dos dados públicos e a participação popular nas decisões municipais.

Em tempos de agravamento das condições climáticas, ênfase especial foi dada ao risco de submersão das áreas habitadas contíguas à orla marítima e seus canais, bem como traz preocupação a iniciativa parlamentar de modificação da Constituição para permitir a entrega à iniciativa privada e à especulação imobiliária, pelos Municípios, dos terrenos de marinha, pertencentes à União. Cuidados com a expansão à atividade portuária podem prevenir acidentes.

Não obstante a entrega da carta às autoridades locais, o Estado de São Paulo também deve ser demandado, no que couber. Um dos canais é a audiência pública virtual da Lei Orçamentária Anual paulista, em que as preocupações dos moradores da Baixada podem ser enfatizadas no direcionamento das verbas estaduais.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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