Manchetes do dia – 1.1.2024

Batalha civilizatória

A civilização precisa ser defendida. As promessas da modernidade ainda não foram entregues. A autonomia do indivíduo significa a liberdade de se autorrealizar. Algo impensável para o homem que precisa preocupar-se cotidianamente com sua sobrevivência física e material. Isso implica uma selvageria que deveria ficar restrita a uma alcateia de lobos ferozes. Ao longo dos últimos 200 anos de história do capitalismo, o homem controlou a natureza e criou um nível de riqueza capaz de garantir a sobrevivência e o bem-estar de toda a população do planeta. Isso não pode ficar restrito para uma ínfima parte. Mesmo porque, o bem-estar de um só é possível quando os demais à sua volta se encontram na mesma situação. Caso contrário, a reação é inevitável, violenta e incontrolável. A liberdade só é possível com igualdade e respeito ao outro. É preciso colocar novamente em movimento as engrenagens da civilização.

Carta a Geraldo Alckmin, por Bresser-Pereira

O professor emérito da Fundação Getulio Vargas e ex-ministro da Fazenda (1987) e de Ciência e Tecnologia (1999) destaca o projeto de uma nova política industrial que a equipe do atual governo está prestes a concluir, ressaltando que as tarifas aduaneiras “continuam ou devem continuar a ser o principal instrumento de qualquer política industrial bem-sucedida”. “Estou propondo que você as considere no seu projeto de política industrial”, defende Bresser-Pereira., na Carta a Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e Ministro do Desenvolvimento.

Na liderança do G20, Brasil articula Aliança Global contra a Fome

O Bolsa-Família, por exemplo, bate recordes nos números. O governo contemplou, em média, 21,3 milhões de famílias com investimentos, por mês, superiores a R$ 14,1 bilhões. Para se ter ideia, no ano passado, os gastos, por mês, chegaram em média a R$ 7,8 bilhões. Agora, pela primeira vez na Presidência do G20, grupo que reúne as maiores economias do planeta, o Brasil trabalha para alavancar ações no âmbito global de combate à fome e as desigualdades sociais.

“Austeridade requer Estados fortes e prefere fascismos”: a entrevista completa de Clara Mattei

Essa é uma das lições que se aprende com a obra A ordem do capital: Como economistas inventaram a austeridade e abriram caminho para o fascismo”, da economista Clara Mattei, recém lançada no Brasil, pela editora Boitempo. Quando os trabalhadores tentam se mobilizar, pedir melhores condições e até encontrar diferentes formas de gerir a economia, rejeitando a exploração como base da nossa economia, e a nossa economia é baseada na exploração, o que significa que a maioria dos trabalhadores produz muito mais valor do que o valor que eles recebem no bolso.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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