Milhares de estudantes pedem “Fora Campos Neto” em manifestação contra os juros do BC

A manifestação é parte do 59° Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE). O protesto seguiu até a frente da sede do Banco Central, onde os manifestantes lavaram o chão da entrada da instituição e sentaram em cadeiras escolares como forma de protesto. “Sou estudante e não abro mão de menos juros e mais educação”, cantavam. Caio Guilherme, estudante da USP e coordenador da Juventude Pátria Livre (JPL), afirmou que é “inaceitável um país como o Brasil, com a capacidade que tem de se desenvolver, ainda ter tanta gente passando fome”.
“O que se paga de juros é o dobro do dinheiro da Saúde e Educação”, afirma Jandira

Em debate realizado no 59º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), a parlamentar denunciou que “o que se paga de juros é o dobro do que se paga em Saúde e Educação”, o que decorre da taxa básica de juros (Selic) definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), órgão do BC. Atualmente, com os juros nominais em 13,75% e a inflação em 3,16%, os juros reais estão em 10,59%. O Brasil é o país com o maior juro real do mundo. Para Jandira Feghali, a redução dos juros “é a bandeira tática mais importante da conjuntura brasileira”.
A reindustrialização precisa da força da engenharia

Nenhum país se desenvolveu – nem se desenvolverá – à margem da indústria. Esse debate, porém, só ganhou força no Brasil na década de 1940, quando o engenheiro e empresário industrial Roberto Simonsen (1889-1948) questionou abertamente e venceu o liberal e também engenheiro Eugênio Gudin (1886-1986). O país vivia sua incipiente e promissora industrialização, mas Gudin defendia a “vocação agrícola” da economia brasileira, dado o clima e o solo privilegiados.Não por acaso, o período subsequente é marcado por uma constante e prolongada desindustrialização. De 1986 a 2021, a participação da indústria de transformação no PIB despencou de 36% para 11%. A ausência de políticas industriais foi agravada pelo avanço e hegemonia do neoliberalismo, especialmente sob os governos Collor, FHC, Temer e Bolsonaro.
Goldman Sachs prevê data em que EUA serão ultrapassados pela Índia

O documento prevê que a Índia alcançará o posto de segunda maior economia do mundo até 2075, com um PIB de US$ 52,5 trilhões. À frente dela só estará a China, com estimados US$ 57 tri de PIB. O crescimento econômico indiano estará vinculado, segundo o Goldman Sachs, ao crescimento populacional. Hoje, conforme o Banco Mundial, o mundo tem 1,408 bilhão de indianos e 1,412 bilhão de chineses. “Nas próximas duas décadas, a taxa de dependência da Índia (proporção de pessoas dependentes sobre a população ativa, que está em idade produtiva) será uma das mais baixas entre as economias regionais”, afirma Santanu Sengupta, economista do Goldman Sachs. “Portanto, essa é realmente o momento para a Índia acertar em termos de estabelecimento de capacidade de fabricação, continuando a aumentar os serviços e o crescimento da infraestrutura.”

Um comentário em “Manchetes do dia – 15.7.2023”