Alta do investimento restrita à do Setor Privado: necessária, mas insuficiente

De se notar que a formação de capital fixo no país ainda é menos que a metade da chinesa, segundo os dados do CEIC.
Em 1980, o PIB da China era inferior ao do Brasil e hoje já ultrapassa o dos EUA, se considerada a paridade do poder de compra, o popularmente conhecido “padrão Big Mac”.
Ademais, a própria Carta de Conjuntura do IPEA de maio de 2022 mostra que o indicador brasileiro ainda não recuperou o pico de junho de 2013, mesmo considerando os efeitos cambiais e contábeis descritos no artigo abaixo, mantendo-se estável em torno de 17% após a recuperação econômica pós-pandêmica.
Outro ponto notável, como aponta a Carta mais recente do Instituto oficial de Pesquisa Econômica, é que o consumo de produtos industriais é menor hoje que em 2018 e a dependência de importações crescente.
Romper a dependência e reindustrializar o país parece essencial para a superação da crise estrutural em que o Brasil se encontra mergulhado.

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O salto da taxa de investimentos no Brasil entre 2016 e 2021, de 15,5% para 19,2% do PIB, se deve integralmente ao aumento no setor privado, cuja taxa passou de 13,6% para 17,5% do PIB no período, enquanto os investimentos públicos recuaram de 1,93% para 1,64%, mesmo patamar dos dois anos anteriores. As estimativas para 2020 e 2021 são do Centro de Estudos de Mercado de Capitais (Cemec-Fipe), com base em dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), das Contas Nacionais do IBGE e do Tesouro Nacional.

O Cemec lembra que, desde 2018, as taxas de investimento refletem os impactos dos critérios de contabilização de plataformas de petróleo, além de mudanças dos preços relativos entre a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) e o PIB no período. “Limpando” os dados desses efeitos, a partir também de um trabalho do economista Gilberto Borça publicado no Valor, o CEMEC ainda…

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Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, conselheiro da Casa do Povo, EngD, CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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