Estratégia e tática no movimento social

Não é de hoje que a ciência debruça-se sobre os fenômenos sociais, buscando entender e criar teorias transformadoras das contradições que emperram o desenvolvimento da própria Humanidade.

O movimento social é dotado de dois elementos: o elemento objetivo, ou espontâneo, e o elemento subjetivo, ou consciente. O elemento objetivo, espontâneo, é formado pelo conjunto de processos que se desenvolvem independentemente da vontade consciente e reguladora dos atores sociais.

Mas o desenvolvimento tem, além disso, um aspecto subjetivo, consciente. O aspecto subjetivo do movimento é o reflexo, na mente dos agentes da transformação, dos processos espontâneos do movimento, é o movimento consciente e sistemático de busca de um objetivo determinado.

Acelerar ou conter o movimento, favorecê-lo ou embaraçá-lo: eis os limites e o campo de aplicação da estratégia e da tática políticas.

A estratégia, como tal, não se ocupa em estudar os processos objetivos do movimento. Não obstante, deve conhecê-lo e levá-lo em consideração, de um modo justo, se não quer cometer erros mais crassos e funestos na direção do movimento.

A tarefa mais importante da estratégia consiste em determinar qual a direção principal que deve seguir o movimento, qual a direção que oferece maiores vantagens para vibrar o golpe principal contra o adversário, a fim de alcançar os objetivos fixados.

Usando um exemplo militar, determinar a direção do golpe principal significa decidir de antemão o caráter das operações para todo o período da guerra. Significa, por conseguinte, decidir de antemão nas suas nove décimas partes a sorte de toda a guerra. Esta é a missão da estratégia.

A tática é uma parte da estratégia à qual se subordina e à qual serve. A tática não se ocupa do movimento no seu todo, mas dos seus diferentes episódios, das batalhas, dos combatentes.

A missão mais importante da tática consiste em determinar os caminhos e os meios, as formas e os métodos de luta, que correspondam do melhor modo à situação concreta existente em determinado momento e que preparem de modo mais seguro os êxitos estratégicos.

Os conceitos acima foram resumidos do texto de Stalin “A Questão da Estatégia e Tática dos Comunistas Russos” que, além de formular a teoria, procurou estabelecer um plano estratégico e tático para os enfrentamentos do proletariado russo nos idos de 1923.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, conselheiro da Casa do Povo, EngD, CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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