Terra, Planeta Água

O Sintaema comemora o Dia Mundial da Água com palestra do cientista, engenheiro, arquiteto e urbanista Renato Tagnin, às 19 horas do dia 22.3.2022.

O sindicato de São Paulo, fundado a 47 anos para representar os trabalhadores metropolitanos em água e esgoto compartihou as seguinte informações sobre o líquido precioso, fonte da vida na Terra:

A água, que moldou o planeta, preexiste a quase tudo por aqui e determina a vida presente nele. Ela se move no ciclo planetário, enxaguando e dissolvendo grande parte do que está em seu percurso, para se renovar a cada chuva. Nessa redistribuição, seja no estado sólido, líquido ou gasoso, a mesma água de sempre atravessa praticamente tudo – atmosfera, solo, subsolo, oceanos e organismos.

É na interação com esses meios que se define onde e em que proporção a água se demora, purifica, escasseia, nutre organismos, inunda planícies ou arrasta o que estiver em seu caminho. Considerando que ela não diminui em quantidade e ocupa tão amplo espaço, o que mudou para que não se pudesse mais contar com a água, da forma como nos “acostumamos” no Sudeste brasileiro, em particular, nas grandes metrópoles?

As alterações provocadas no ar, no solo e nos organismos – em outras palavras, no percurso da água – já são capazes de interferir na proporção, velocidade e condições que ela passa pelos diferentes locais do planeta. Dentre esses meios, cientistas têm destacado a importância dos ecossistemas naturais: quanto mais evoluídos e biodiversos são, mais equilíbrio interno desenvolvem, o que inclui seu relacionamento com a água.

A redução da presença de vegetação natural, em todo o mundo, tem um preço elevado na manutenção da regularidade das chuvas, chegando a deflagrar processos de desertificação. Com a elevação da temperatura e a redução da umidade que esse fenômeno produz, tendem a desaparecer as chuvas regulares e a se manifestarem os extremos, dos quais resulta a falta de água limpa nos reservatórios e os alagamentos das cidades com água suja.

À medida que as áreas urbanas e as atividades agrícolas se expandem, esses efeitos regionais se ampliam em extensão, intensidade e número de pessoas e atividades afetadas, além de terem sua influência no clima continental e global majorada. Tais alterações nos ecossistemas, muitas das quais já se manifestam de forma severa, são atribuídas à dimensão e, principalmente, ao ritmo da exploração econômica de recursos, que é cada vez mais orientado pela crescente busca de retorno dos investimentos, custe o que custar.

O espaço da água, que torna a vida possível, vai sendo apropriado e modificado para poucos, piorando drasticamente as condições de existência da maioria da população. Como reverter isso, recuperando esse bem comum?

Cuidemos do bem comum, ao som de Guilherme Arantes:

Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um profundo grotão
(cont.)

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, conselheiro da Casa do Povo, EngD, CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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