Se a reforma fosse boa para o país e o povo, viria de graça. Mas tanto o governo como certo setor parlamentar não só estão interessados no pixuleco como em favorecer o capital privado externo, que lhes paga uns trocados pela subserviência.
Matéria da Gazeta do Povo on line (https://www.gazetadopovo.com.br/economia/reforma-administrativa-trava-governo-negocia-emendas-para-aprovar/) mostra que o governo não tem os votos necessários para aprovar a PEC 32 da reforma administrativa. Não é de estranhar pois conforme argumento com meu orientado de doutorado, Helder Lara Ferreira-Filho, em artigo publicado recentemente na prestigiosa Brazilian Journal of Political Economy (https://centrodeeconomiapolitica.org.br/repojs/index.php/journal/article/view/2208), uma análise minimamente criteriosa da PEC 32 mostra que a mesma não para em pé por qualquer critério, seja do ponto de vista de (sic) modernizar o Estado Brasileiro, ou (sic) de reduzir os privilégios do setor público. Na verdade existe uma agenda oculta por trás da PEC 32 que consiste em transformar os funcionários públicos em funcionários políticos, um retrocesso ao status quo ante da Revolução de 1930 quando as oligarquias políticas brasileiras usavam o aparato Estatal para se perpetuar no poder ad-infinitum. Sente-se no ar uma nostalgia pela República Velha.
No dia 06 de outubro…
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