Reorientar a economia financeirzada para uma economia produtiva

Reprodução da Hora do Povo

Ciro: nossa tarefa é derrotar Bolsonaro e construir um projeto para o país, livre do rentismo

Ciro Gomes disse que a base para a reorientação da economia financeirizada para a economia produtiva deve ser a atuação do Estado. Ao contrário do que pregam os “intelectuais” neoliberais, Ciro disse que o Estado nacional deve ser “forte e energizado, com alta taxa de investimentos”.

“Nunca aconteceu infraestrutura em país nenhum sem investimento do Estado”, enfatizou o ex-governador. Ciro afirmou que o principal entrave para que o Estado tenha esse papel é, hoje, o teto de gastos aprovado no governo de Michel Temer.

“As interdições fiscais de uma pseudo-austeridade se mostraram uma mentira”

Ciro classificou as famigeradas “reformas” (Previdência, trabalhista) como um “assalto patrimonialista, que transformam o Estado brasileiro numa ferramenta de transferência de renda do setor produtivo para alguns rentistas”.

Ciro destacou, ainda, que é impossível pensar na reindustrialização do país sem tocar na questão do atraso tecnológico brasileiro. No período desenvolvimentista do século XX, esse problema era de menor relevância porque o próprio maquinário envolvido na produção era de menor complexidade.

A economista Maryse Farhi, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), concentrou sua fala em um dos mecanismos para evitar a financeirização da economia: o controle de capitais.

Um dos exemplos dado foi o controle do câmbio, que não é praticado na lógica neoliberal. Atualmente, a cotação da moeda, no caso brasileiro, o Real, varia de acordo com lógicas de especulação e que atendem aos interesses do setor financeiro, e não com o objetivo de desenvolver o país.

De acordo com Maryse, o país está, hoje, sujeito até mesmo à fuga imediata de capitais por conta da falta de controle, o que prejudica o planejamento.

Para José Luis Oreiro, é fundamental buscar o aumento da produtividade, através da modernização do maquinário, nas indústrias brasileiras, porque isso gera aumento nos salários, o que, por sua vez, gera aumento no consumo, o que retorna para a produção e permite novos investimentos. Oreiro acrescentou que para aumentar o perfil de renda da população brasileira é necessário aumentar o perfil do emprego.

O economista trouxe para o debate o conceito de complexidade econômica, que mede o nível de diversificação e sofistificação econômica. A partir do uso deste conceito, pode-se observar que a diversificação e a modernização da produção são importantes para o crescimento da economia.

O também economista Nilson Araújo de Souza enfatizou que o projeto nacional de desenvolvimento deve dar prioridade para a produção voltada para o mercado interno, ao invés da produção voltada para exportação. (+542 palavras, Hora do Povo)

Sobre o tema, no último dia 12 foi lançado o livro “Pensamento Nacional-Desenvolvimentista”, coletânea de 31 textos de autores como Getúlio Vargas, Miguel Arraes, Roberto Simonsen, Álvaro Vieira Pinto, Nelson Werneck Sodré, Guerreiro Ramos, Haroldo Lima, Anízio Teixeira, Cláudio Campos, Nilson Araújo de Souza. Pode ser adquirido na Editora Anita Garibaldi.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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