No caminho, com Maiakóvski

14 DE MARÇO:

DIA NACIONAL DA POESIA

Letras, palavras alimentam o texto. O acasalamento das letrinhas forma o que se tem de mais belo, o poema.

A existência do poema nutre as mentes e corações, aliviando o ser muitas vezes embrutecido pelas crueldades rotineira da vida.

Não pode o homem, a mulher amar a liberdade, ajustiça e não ser amante da arte poética, com certeza dentro de si, há bibliotecas inteiras de livros de poesias, que em momentos especiais de suas vidas, muitas vezes das vozes roucas, soltanv declamam versos, fragmentos poéticos que impulsionam o viver dos que precisam caminhar, trilhando longas e penosas estradas. Seja lutando ou buscando um amor.

Diante das crises capitalistas que caem como um fardo sobre as cabeças e ombros dos que produzem a riqueza da humanidade, a poesia surge como uma alavanca e diz: levanta-te força bruta, deixa o despertar invadir a tua mente, transformando-o em um ser consciente, em um sujeito histórico, que agora se guiara pela consciência da sua existência.

“Trabalhador do mundo uniu-vos”

Bem que o dia da poesia poderia estar dedicado ao homem Karl Mark que colocou todas as suas energias em defesa dos explorados e oprimidos, já que foi no dia 14 de março, que ele partiu e nunca mais voltou, só sabemos de sua existência, por ter passado por essa morada, e deixado seu rastro, e muito bem escrito, um verdadeiro clamor em defesa da classe trabalhadora.

Os milicos durante a ditadura pensavam que o dia era uma homenagem a Mark criador das ideias que alimentavam a luta pela libertação.

Chegando a proibir as suas comemorações.

Mas, o dia 14 de março é dedicado a outro homem que nasceu nessa data, lá na fazenda Cabaceiras, Bahia, Brasil, também amante da liberdade e da justiça, que se indignou com a existência da escravidão, e que os seus poemas transformavam-se em navalha bem afiada, cortante, sangrando a carne, querendo o fim da escravidão.

Seus poemas também eram lançados aos corações das amantes. Antonio Frederico de Castro Alves, ou simplesmente Castro Alves.

Hoje presenciando um mundo de crise, corrupção, guerras, terremotos que devastam a natureza, jogando cada vez mais a humanidade para um beco sem saída.

Voltamos a fazer o chamado de Karl Mark “trabalhadores do mundo, uniu-vos” esse seria o poema da vez. Vamos acordar Mark, ele estar vivo.

Vamos embalar a bandeira de liberdade e justiça tantas vezes erguida por Castro Alves.

Queremos 0 14 de março. Dia Nacional da Poesia. um dia que vamos às ruas panfletarmos poesias, soltando de nossas gargantas palavras que alimentem o grito de liberdade, estremecendo os pilares do podre poder.

Colocando em xeque as parafernálias da desordem burguesa. O sistema que não investe nas políticas públicas, que destina migalhas para a cultura.

Vamos declamar, escrever poemas que reflitam e denuncie implacavelmente a realidade em que vivemos ajudando, com o objetivo de desnudá-la, para abastecer o movimento poético de novas energias, alimentando nossos corações e mentes. Viva o Dia Nacional da Poesia.

Nando Poeta, sociólogo, militante social, membro da Associação Cultural Estação do Cordel e da Academia Norte-rio-grandense de Literatura de Cordel-ANLlC.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central e do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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