Governo federal exclui indústria nacional da compra de lanchas da Polícia Federal

Uma das formas de os Estados nacionais fomentarem o domínio da tecnologia, a indústria e os empregos em seus territórios é por meio das encomendas que faz. A preferência a fornecedores nacionais não se dá com sobrepreços ou subqualidade, mas sempre que soubermos fazer as coisas, melhor para o Brasil.

Quando se trata da segurança nacional, há toda uma série extra de razões para que os integrantes da Indústria Nacional de Defesa, no caso em tela provados tanto pela Polícia Federal como pela Marinha brasileiras, sejam os protagonistas da produção dos barcos. A mais relevante delas é a soberania pátria e o interesse nacional.

Não satisfeito com os princípios constitucionais e de bom senso, ao contrário de privilegiar os brasileiros o governo criou detalhes licitatórios excludentes das empresas nacionais, fazendo um “leilão de cartas marcadas” em favor de fabricantes estrangeiros. Veja a matéria a respeito da Hora do Povo:

“O governo federal excluiu a indústria nacional de licitação para compra de novas lanchas da Polícia Federal (PF). A PF abriu duas licitações para a compra de novas lanchas, no valor de R$ 326,7 milhões, com uma especificação que garante que apenas as empresas estrangeiras Zodiac, da França, e a Safeboats, norte-americana, participem do certame.

Representantes de empresas brasileiras criticam a exclusão da Indústria Nacional de Defesa e Segurança dos editais, já que a legislação brasileira prevê o fomento aos modelos nacionais, que já são usados pela a própria PF, além de órgãos como a Marinha.

Ao comentar a especificação que direciona o certame para empresas estrangeiras, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), Roberto Gallo, lamentou a decisão. “Infelizmente observamos sistematicamente políticas públicas e orientações estratégicas serem não observadas nas compras de segurança pública. O poder de compra do Estado é fundamental para a garantia da soberania, manutenção e empregos e, a médio e longo prazos, a garantia de que os preços pagos pelo erário serão justos”, destacou Gallo, em reportagem da Folha S.P. (+611 palavras, Hora do Povo)

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central e do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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