Discussão sobre teto de gastos precisa ser entendida como questão política, diz Lara Resende (Valor on line, 15/08/2020)

Ontem havíamos relatado o debate que o Candeeiro Expresso, do Sinal, realizou sobre a liberação de R$ 1,2 trilhão ao sistema financeiro. Lá, economistas explicaram a ineficácia da medida quanto aos fins que se propunha e mestres e doutores em Direito enfatizaram a questão política envolvida: trata-se de escolhas que privilegiam certos atores sociais, diferenciando que ganha com a injeção de liquidez de quem se beneficiou do auxílio emergencial a que o governo central tanto resistiu.

Nesta avaliação de José Luis Oreiro sobre a contribuição de Lara Resende, é a vez dos economistas retratarem o viés político da ação pública, desta vez enfocando o teto de gastos.

É também correlata a percepção de Fernando Nogueira da Costa sobre o tema.

José Luis Oreiro

Segundo ele, permitir que o Estado gaste fortalece o governo do momento
A defesa do teto de gastos precisa ser entendida como uma discussão política, não como um dado natural da ciência econômica, defende André Lara Resende, ex-diretor do Banco Central (BC) e ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo ele, permitir que o Estado gaste fortalece o governo do momento. “É uma percepção de que, se houver espaço para gastar, o governo ganha”, ele afirmou ao participar há pouco de edição extra do Fórum Nacional.

Lara Resende cita como exemplo a aprovação do presidente Jair Bolsonaro, que atingiu 37% segundo a última pesquisa Datafolha, o mais alto nível em sua gestão. “O governo Bolsonaro está no auge do seu ponto de apoio desde a posse porque o gasto emergencial de R$ 600 teve efeito extraordinário”, afirma o economista.

– Foto: Silvia Zamboni/Valor

Embora o teto…

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Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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