Extrema desigualdade

A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil – Unafisco Nacional – traz um par de notas técnicas bastante elucidativas sobre as desigualdades no Brasil.

Em “Concentração de renda no Brasil não pode ser entendida olhando o 1% da população” a associação mostra que o porcento mais rico do país inclui bastante gente de classe média. 30% de todo o patrimônio pessoal do país está em posse de 220 mil indivíduos, ou 0,1% da população do país. Dentre eles, os 28 mil melhores situados têm, cada um, patrimônio médio de R$ 53 milhões!

Não por menos, segundo o índice de Gini, a desigualdade de renda no “nosso país apresenta uma média cerca de 79% maior do que nações como Suíça, Noruega, França e Espanha, o que demonstra uma grande desigualdade de renda na sociedade brasileira”.

Já em “Chegou a vez do setor financeiro e dos super-ricos (retribuírem) contribuírem?” os auditores fiscais demonstram que os 760 mil contribuintes com renda tributada e isenta a partir de 40 salários mínimos mensais pagam tributos tão menores quanto maior for o seu ganho pessoal.

Assim, quase todos os brasileiros são “substitutos tributários” de uns poucos bancos e milionários!

O economista e professor Ladislau Dowbor comentou no canal Você Acha Justo? esta semana, sobre uma reforma tributária que arrecada de cada um segundo a sua possibilidade: além de os tributos possibilitarem a redução de desigualdades, podem direcionar os agentes econômicos à uma agenda de desenvolvimento nacional. Mas essa já é uma outra história.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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