Criptomoedas – o valor

No criptomundo monetário, por incrível que possa parecer, um bitcoin vale exatamente um bitcoin!

Como qualquer outra moeda, na sua esfera de aceitação os preços são nominados todos na unidade de valor.

Já vimos previamente o que seja o dinheiro, sua digitalização e como surgiu a pioneira das criptomoedas.

Como antes explicado, no ambiente próprio de circulação, o poder de compra é determinado de acordo com a oferta e a procura de mercadorias, inclusive a própria moeda. Mas qual é o valor justo de troca de um criptoativo por outra moeda de uso mais comum, como o dólar ou o real?

O bitcoin, por exemplo, não tem lastro em outros ativos ou poderio nacional. Assim, seu câmbio é determinado livremente entre compradores e vendedores.

Há no entanto, outros experimentos em que cada unidade da moeda é garantida por um depósito bancário ou título soberano. Assim, fica ainda mais parecido com o cassino, em cuja caixa existem moedas fiduciárias de valor equivalente às fichas de posse dos apostadores. O sujeito que comprou dez fichas a R$ 10,00 pode troca-las, as que tiver ganhado ou não perdido, pelos mesmos R$ 10,00.

No cassino, fica a sobra para o dono da banca. Mas em um criptomercado de gente de valor, o saldo de cada um encontra o mesmo valor guardado no banco, que fica apenas com uma taxa pelo serviço de custódia.

Dentre as centenas de criptomoedas em circulação, a Libra do Facebook, lançada em 2018, guarde talvez o maior potencial de uso, combinado com lastro em títulos soberanos de primeira linha.

Os mais de dois bilhões de usuários do aplicativo e do Whatsapp poderiam transacionar entre si e com os anunciantes sem fronteiras, com uma plataforma digital validada pelo próprio gigante de redes sociais e um conjunto de instituições financeiras com e sem fins lucrativos.

Mesmo assim, a Libra enfrenta forte oposição de reguladores monetários de países como os EUA e está sem cotação em dólares daquele país em corretora global de criptomoedas.

Os riscos do criptomundo não se aplicam apenas aos participantes, mas também à terceiros cujo dinheiro está depositado em bancos que operam nesse setor. O controle público será objeto do próximo artigo.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central e do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

3 comentários em “Criptomoedas – o valor

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