Entregar terras raras aos EUA seria uma vergonha para o Brasil

No 6º episódio de Revelando Wagner Moura explica porque as terras raras são tão necessárias ao mundo neste século 21, como foi o petróleo no século passado, e são objeto de cobiça internacional especialmente pelos EUA, em cenário de o Brasil ser a segunda reserva global dos minerais críticos, atrás apenas da China.

As terras raras são essenciais ao funcionamento de todos os aparelhos eletrônicos, de uso civil e militar, e somam-se ao grafite e ao nióbio como minérios úteis às indústrias da guerra e do conforto humano. Tem o condão de deixar quem lhes possui muito ricos.

A tática imperialista tem sido de primeiro pressionar e depois fazer um “acordo” bastante benéfico aos EUA, “um presente ao povo americano”, como já disse Trump. A premência de Zelenski por armas e munições estadunidenses, por exemplo, terminou em um fundo coadministrado formado por metade do PIB do Ucrânia; acordos semelhantes surgiram na Venezuela e Irã sobre o petróleo e na Colômbia e Argentina, envolvendo minerais críticos.

A pressão sobre o Brasil começou com o tarifaço e até ameaças ao pix gratuito, exigindo tratamento especial para as mineradoras americanas em solo brasileiro. Vem agora a oportunidade de colocar no poder alguém que lhes facilite a vida, vez que traidores da Pátria como Paulo Figueiredo (neto do ditador de mesmo sobrenome) e o ex-deputado fugido Eduardo Bolsonaro foram a Trump para “conversar” e o próprio Flávio esteve em convenção republicana nos EUA para oferecer de viva voz a “solução para a América”.

A turma do MAGA, a turma da vergonha para o Brasil. Até Renan Santos denunciou a canalha por vigarice, durante sua campanha presidencial.

Em conversa com o Revelando, o General e patriota Santos Cruz afirmou que o Brasil, assim como o México e o Canadá, jamais será colônia dos EUA, a menos que alguém lhes abra as portas.

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Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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