
No universo da política e dos negócios que orbitam o poder, o conceito de “coincidência” costuma ser esticado até os seus limites matemáticos. Mas quando linhas paralelas se cruzam no papel, a casualidade desaparece e a roubalheira aparece.
O primeiro ponto de intersecção está no papel. A Bravo Grafeno, empresa voltada ao comércio de capacetes da qual o senador é sócio, foi registrada formalmente na Sala 2601 do Edifício Connect Towers, localizado em Águas Claras, no Distrito Federal.
Até aí, poderia ser apenas um endereço em uma junta comercial. Mas o mesmo espaço físico é também domicílio fiscal de pelo menos 16 empresas diretamente ligadas ao “Careca do INSS” — figura central no esquema de roubo aos Aposentados e ao INSS.
Se a coincidência imobiliária já chama a atenção, o elo contábil e operacional aprofunda as suspeitas. A Bravo Grafeno e o próprio escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro contrataram os serviços de contabilidade geridos por Alexandre Caetano dos Reis.
Alexandre não é uma figura distante do universo do “Careca do INSS”: ele figurou formalmente como sócio de Antônio Carlos na offshore Camilo & Antunes Limited. Para selar o nível de proximidade e confiança entre as estruturas, a irmã de Alexandre, Letícia Caetano dos Reis, atua na administração do escritório de advocacia do próprio senador.
Quem traz estes e outros pontos de ligação entre os corruptos é Luiz Müller, em seu blogue:
Também de Luiz Müller “Como André Mendonça Usou Vazamentos Seletivos para Minar o STF e as Instituições” e “Fim do sigilo do caso Master, mostra Evasão de Divisas, Desvio de Emendas e roubalheira da Família Bolsonaro“.
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Um comentário em “A relação entre Flávio “Bolsomaster” e o “Careca do INSS””