
Solon Saldanha, em seu Virtualidades, assegura que “a infância não deve ser considerada apenas como um período a mais das nossas vidas, igual a qualquer outro. Ela representa um marco, por ser um período e um processo que afetam quase tudo o que depois realizamos em termos de potencial”.
Os dados, que são oficiais, impressionam pelo volume. Mais de 308 mil meninas e adolescentes sofreram abuso ou exploração sexual no nosso país entre 2011 e 2024, segundo levantamento baseado em registros que a saúde pública possui. São estatísticas tão grandes que quase perdem a capacidade de chocar. O cérebro humano tem dificuldade para compreender multidões invisíveis. Talvez por isso a sociedade consiga seguir vivendo normalmente enquanto milhares de infâncias vão sendo destruídas em silêncio.
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