Leituras de domingo – 17.5.2026

Vermelho – A política é, talvez, a atividade humana mais sofisticada e complexa já criada pela civilização. Ao longo da história, sempre que a política foi desacreditada, esvaziada ou destruída, o que emergiu no lugar dessa ferramenta não foi ordem, prosperidade ou moralidade superior. O vazio político quase sempre foi ocupado pela violência, pelo autoritarismo, pela guerra ou pela barbárie.

Hora do Povo –  Embora descoberto nos anos 1500, o Brasil se constituiu definitivamente como Nação no embate pela libertação institucional da maioria de sua população, o que representou a longa luta pela fim da escravidão. Os dois principais heróis nacionais dos três primeiros séculos de existência são Zumbi dos Palmares e Tiradentes. O primeiro, acendendo a tocha da libertação no quilombo e o segundo, incorporando o fim da escravidão no ideário de um país soberano.

Hora do Povo – “Meu caro Joaquim Pimenta. Em mãos sua carta de 1º e um exemplar de ‘Retalhos do Passado’, que já comecei a ler. Que luta tremenda, que esforço foi a sua vida! Não conheço melhor ilustração do querer é poder. Os livros de memórias são os mais interessantes do ponto de vista humano, mas muitos pecam pela incapacidade de verismo do autor: falsificam-se e falsificam os fatos quase sem querer. Mas quando o autor resiste às tentações do ‘embelezamento e do arranjo’, e faz obra nua e crua, o valor é enorme“. (ML)

Código Aberto – CEOs das trilionárias corporações americanas tomaram de Trump o banco do motorista nas relações e negociações com a China. Amargaram duras perdas de mercado e posição estratégica, no comércio e indústria, na tecnologia e finanças globais. Depois da última cartada derrotada de asfixiar a China com o controle do petróleo do Irã, resolveram obrigar, como se diz no mundo do boxe, o seu nocauteado boxeador – a “jogar a toalha”, ou levantar uma bandeira branca nas relações com a fortalecida China.

Daqui a pouco no Brasil e o mundo

Contraponto, de Aldous Huxley

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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