Leituras de Domingo – 15.3.2026

Engenharia pela Democracia – A discussão sobre soberania nacional no setor de energia tornou-se um dos temas centrais do debate econômico brasileiro na última década. O Brasil construiu, ao longo de muitas décadas, uma estratégia de desenvolvimento baseada na consolidação de uma cadeia produtiva integrada de petróleo e gás, tendo a Petrobras como principal instrumento dessa política. Essa estratégia buscava verticalizar a indústria, integrando exploração, produção, refino, indústria naval, engenharia pesada e cadeia de fornecedores nacionais.

Economistas pela Democracia – Muito se tem escrito e falado sobre a relação entre estados nacionais, e suas estruturas de serviços digitais e autoridades regulatórias, e as empresas de tecnologia estrangeiras conhecidas como big techs. Há muitos atores intermediários — telcos, fintechs, agrotechs, edtechs, bancos públicos e privados, cooperativas de dados e consórcios empresariais — que ocupam posições estratégicas na infraestrutura digital e nos serviços de tecnologia da informação do país.

Vermelho – Mais do que assustar plateias, Mojica inventou um horror profundamente brasileiro — um terror que não vinha apenas do sobrenatural, mas da própria estrutura da sociedade. Ele traduz medos políticos profundamente enraizados na história brasileira: autoritarismo, violência social, desigualdade extrema e a fragilidade das instituições. Nos seus filmes, o medo tinha cheiro de terra molhada, eco de igreja vazia e silêncio de autoridade ausente. Nos pesadelos de Mojica, o horror não era apenas metafísico — era também social.

Grabois – Às vésperas de uma provável derrota eleitoral nas eleições legislativas estadunidenses, em novembro de 2026, Donald Trump ordena ataques militares dos EUA a diversas nações que atingem interesses de aliados e elevam o preço do petróleo. A escalada ocorre em meio a um provável e anunciado julgamento seu por traição nacional, por prejudicar a economia americana com políticas tarifárias e agressões a aliados, que agravaram a crise econômica. A força, quando usada contra a vontade da maioria, apenas acelera o colapso.

Daqui a pouco no Brasil e o mundo

Por mais longa que seja a noite, uma nova manhã sempre há de nascer

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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