
Como resultado da sua formação, Brasil é um dos países com maior desigualdade de renda no mundo. Segundo o Ipea (2023), o 1% mais rico da população concentra 28,3% da renda total
Esta é uma das notórias observações de Maria Luiza Vilela Francisco, no Observatório de Desigualdades. A autora do artigo abaixo também fala da regressividade tributária:
Atualmente, indivíduos de alta renda recolhem, em média, alíquota efetiva de 2,5% de IR sobre seus rendimentos totais, enquanto trabalhadores em geral pagam entre 9% e 11% de IR sobre seus ganhos (Agência Câmara de Notícias, 2025).
À guisa de conclusão, a integrante do Instituto João Pinheiros, em MG, entende que, “com o avanço das discussões sobre a reforma, alguns grupos – principalmente aqueles que perderiam privilégios – atacaram a proposta, defendendo os super ricos do aumento de impostos. Nesse cenário, é crucial que a sociedade entenda que mudanças desse tipo corroboram com a justiça distributiva e o bem estar social. A disseminação do ideal de justiça distributiva se torna ainda mais urgente quando a ideia de taxar o super ricos incomoda até os mais pobres, que estão cada vez mais isentos de senso crítico e de noção sobre o que é viver em um mundo em que a desigualdade de renda não é regra, mas sim uma injustiça passível de ser sanada.

2 comentários em “A desigualdade de renda no Brasil e a regressividade tributária”