
Apontamentos de Paulo Kruegmann sobre os riscos de estagflação e suas consequências na economia estadunidense foram trazidos, em duas partes, por Economia e Complexidade. O fenômeno é caracterizado pela combinação do crescimento dos preços e do desemprego.
Entre sinais de desaceleração econômica e evidências crescentes de que as tarifas e as deportações estão elevando os preços, ouve-se um burburinho sobre a possibilidade de estagflação – um termo que foi cunhado na Grã-Bretanha na década de 1960. Portanto, este parece ser um bom momento para escrever uma cartilha sobre o que é a estagflação e como ela afeta a vida das pessoas. E este é um problema particularmente difícil para os formuladores de políticas. Ora, os riscos de estagflação de longo prazo, que foi evitado por muitas décadas, estão se mostrando agora como sérios.
Na primeira parte, o acadêmico dos EUA deslnda casos históricos em que a estagflação ocorreu ou foi evitada, procurando concluir sobre a lógica do surgimento do fenômeno; e fala da “economia de Biden”, que não consumou o desastre. O segundo bloco envolve a “economia de Trump”, que de pronto havia respondido aos sinais altistas demitindo o estatístico.
Quando o Brasil, que segue com desemprego relativamente baixo e preços com razoável estabilidade, aponta sinais de desaceleração da economia para o próximo período, é conveniente o estudo da experiência forânea para evitar incorrer nos erros de lá, ressalvadas as particularidades da situação nacional, em que elevados juros drenam o dinheiro que poderia ser destinado a investimentos produtivos e serviços públicos.

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